Astronomia e Ciências
- 4 de mar. de 2016
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COMETA HALLEY
O cometa Halley foi o primeiro cometa a ser reconhecido como periódico. Reparando que as características observáveis de um cometa em 1682 eram praticamente as mesmas que as de dois cometas que tinham aparecido em 1531 (observado por Petrus Apianus) e 1607 (observado por Johannes Kepler), Halley concluiu que todos os três cometas eram na realidade o mesmo objeto que voltava de 76 em 76 anos (o período foi entretanto corrigido para 75-76 anos). Depois de uma estimativa das perturbações na orbita que o cometa iria sofrer devido à atração dos planetas, Edmond Halley previu o seu regresso em 1758. A previsão feita por Halley estava correta, embora o cometa só tenha sido observado a 25 de Dezembro de 1758 por Johan Georg Palitzsch um agricultor alemão e astrônomo amador, o cometa só passou o seu periélio em 13 de Março de 1759, a atração de Júpiter e Saturno tinham causado um atraso de 618 dias, como foi calculado, anteriormente ao seu regresso, por uma equipe de três matemáticos franceses: Alexis Claude de Clairault, Joseph Lalande e Nicole-Reine Lepaute. Halley não sobreviveu para ver o regresso do cometa, pois faleceu no ano de 1742.
A possibilidade de o cometa Halley ser periódico já tinha sido levantada no século I D.C. por astrónomos Judeus. Esta teoria baseia-se numa passagem do Talmudeque refere "uma estrela que aparece em cada setenta anos e assombra os capitães dos navios".
CRUZEIRO DO SUL
Constelação do Cruzeiro do Sul, também conhecida como Crux, é uma conhecida constelação do hemisfério sul celeste. Apesar de ser a constelação mais pequena das 88 constelações reconhecidas pela União Astronómica Internacional, esta é de fato uma constelação muito interessante.
No hemisfério sul não existe uma estrela que possa servir de referência para indicar onde se situa o Pólo Sul Celeste, ao contrário do hemisfério norte que tem a estrela Polaris a indicar o Pólo Norte Celeste. Na realidade, no hemisfério sul a estrela que poderia indicar o Pólo Sul Celeste seria a Sigma Octantis, porém o seu brilho é muito fraco e só é visível à vista desarmada a partir de um local escuro e se as condições atmosféricas forem boas. Como tal não serve de refência. Neste caso a constelação do Cruzeiro do Sul tem um papel importante, pois é bastante útil para indicar o sul. Seguindo uma linha imaginária a ligar a estrela Gacrux (também conhecida como Rubídea) à estrela Acrux (também conhecida como Estrela de Magalhães), estaremos próximos do Pólo Sul Celeste se continuarmos com essa linha, a partir da estrela Acrux, até ter um comprimento de cerca 4,5 vezes a distância entre essas duas estrelas.

Dada a localização da constelação do Cruzeiro do Sul, esta é visível apenas no hemisfério sul e em regiões do hemisfério norte próximas do equador. Devido a um fenómeno chamado de precessão dos equinócios, o Cruzeiro do Sul nem sempre esteve assim tão próximo do Pólo Sul Celeste. Há alguns milhares de anos atrás, esta constelação era visível em alguns locais na Europa, situação que não ocorre atualmente.
A constelação do Cruzeiro do Sul tem algumas estrelas que se destacam: A mais brilhante é Acrux (também conhecida como Alfa Crucis ou ainda como Estrela de Magalhães), com magnitude aparente de +0,81; Becrux (também conhecida por Beta Crucis ou ainda por Mimosa); Gacrux (Gama Crucis ou ainda Rubídea); Pálida (ou Delta Crucis) e Intrometida (ou Épsilon Crucis).



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